Sou arquitecta com uma visão centrada no ser humano e no ambiente que o rodeia. Para mim, projectar é, antes de tudo, escutar — primeiro quem vai habitar o espaço, depois o lugar onde ele vai existir.
O meu processo começa pelas pessoas: as suas necessidades, os seus ritmos, a sua forma de viver e trabalhar. Só então me volto para o lugar — e é aí que a luz, a ventilação e o entorno entram como elementos principais. São eles que determinam a orientação, a forma, a abertura dos espaços. Só depois, quando necessário, convido o artificial.
Esta ordem de prioridades não é apenas uma opção estética — é uma escolha consciente, com impacto directo na saúde de quem vive ou trabalha nos espaços que projecto, e nos custos ao longo da vida da obra.
Um espaço saudável e confortável não é luxo — é um direito.
Mais do que projectar espaços bonitos, interessa-me projectar espaços que funcionem — que respondam às necessidades reais de quem os usa.
